Pular para o conteúdo
Especialidades
PsicoterapiaHipnose ClínicaAutismo AdultoAnsiedade e TraumaRelacionamentosFoco e AutonomiaDepressão
BlogFalar com Victor
Caderno clínico · PsicoterapiaEdição clínica · 2026

Estampa e trama

Vazio Existencial e Apatia: quando a aprovação deixa de sustentar quem você é

Entenda como autoestima contingente e aprovação externa podem se relacionar ao vazio existencial e à apatia, em uma leitura clínica cuidadosa.

Resposta direta

Resposta direta

Ser reconhecido não é necessariamente o mesmo que se sentir sustentado por dentro. Você pode ouvir um elogio, saber que ele é sincero e perceber, pouco depois, que o alívio já passou. Então vem outro esforço, outra entrega, outra tentativa de confirmar aquilo que, por alguns instantes, parecia seguro.

É aqui que uma diferença começa a aparecer. Uma vida pode continuar funcionando por fora e, ainda assim, perder participação por dentro. O trabalho segue, os compromissos são cumpridos, as pessoas talvez continuem admirando o que veem. Mas o que acontece quando quase tudo o que confirma seu valor precisa vir do olhar de alguém? O que permanece quando esse olhar muda, se afasta ou simplesmente se cala?

Talvez essa experiência receba o nome de vazio, apatia, desânimo ou perda de cor. Talvez ainda não tenha nome. Só que nomear não é o mesmo que explicar. Não há motivo para começar supondo uma causa única, nem para decidir depressa que se trata apenas de uma perda de sentido e propósito no trabalho. A tradição existencial oferece boas perguntas sobre sentido e responsabilidade, mas uma vida não cabe inteira dentro de uma única explicação (Frankl, 1984).

É importante manter essa abertura. Apatia, perda de interesse, cansaço persistente e alterações importantes de sono, concentração ou funcionamento merecem uma avaliação contextual, inclusive médica e psicológica quando necessário. Fatores físicos, emocionais, relacionais, sociais e de história de vida podem participar de maneiras diferentes. Um artigo pode ajudar a formular perguntas; não pode concluir um diagnóstico.

Então podemos fazer uma pergunta mais precisa: quanto da minha sensação de valor depende de ser aprovado, necessário, admirado ou irrepreensível aos olhos de alguém? Quando o reconhecimento externo se torna a principal confirmação de si, um afastamento, uma crítica ou mesmo um silêncio podem pesar muito mais do que parecem pesar para quem observa de fora. O problema não é desejar vínculo ou gostar de um elogio. O sofrimento começa quando a aprovação deixa de ser uma parte importante da vida e passa a ser a única evidência de que se tem valor.

Vínculo não precisa exigir que você desapareça para continuar pertencendo.

I

Quando o valor pessoal fica pendurado do lado de fora

Ninguém cresce sozinho. Aprendemos quem somos também pelo modo como somos recebidos, contrariados, amados e reconhecidos. Família, amizades, trabalho, cultura e os grupos aos quais pertencemos deixam marcas na maneira como nos percebemos. Ser visto pode trazer alegria, segurança e conexão. Não há maturidade em fingir que a opinião dos outros não importa.

Mas há um ponto em que essa necessidade humana começa a cobrar um preço diferente: o valor pessoal fica pendurado quase inteiramente do lado de fora. A pessoa só se sente suficientemente boa quando entrega muito, agrada, cuida, acerta, corresponde a uma imagem ou evita decepcionar. A psicologia chama isso, em algumas formulações, de contingências de autoestima: a avaliação de si passa a depender dos domínios em que se teme falhar ou perder reconhecimento. Também há uma diferença importante entre uma autoestima mais estável e formas frágeis ou defensivas de se avaliar (Crocker & Wolfe, 2001; Kernis, 2003).

Pensa no que esse arranjo exige. Talvez seja preciso tornar-se indispensável para sentir que merece ocupar espaço. Talvez a competência não possa admitir dúvida, ajuda ou descanso. Ou talvez seja necessário ser agradável em todos os ambientes e deixar a própria exaustão para quando ninguém estiver olhando. Isso não precisa ser uma personalidade fixa. Pode funcionar como uma espécie de contrato silencioso: “se eu corresponder, posso existir com segurança”.

Esse contrato pode trazer reconhecimento verdadeiro. Pode fazer alguém ser visto como forte, generoso, confiável ou competente. O problema é o preço cobrado quando cada crítica ameaça a identidade e cada limite parece criar risco de abandono. A pessoa não descansa porque descansar parece diminuir seu valor. Não diz “não” porque o limite soa, por dentro, como egoísmo.

Quando a vida se organiza assim, o elogio deixa de ser apenas encontro e passa a carregar uma tarefa grande demais: precisa confirmar que a pessoa ainda tem valor. Sua ausência pode ser sentida como prova de insuficiência. A teoria sociométrica ajuda a compreender por que prestamos tanta atenção ao valor que parecemos ter nas relações. Isso não transforma toda busca por pertencimento em dependência ou patologia; lembra apenas que ser aceito importa profundamente para seres humanos (Leary, 2005).

Esse peso não é apenas uma figura de linguagem. Experimentos sobre exclusão social encontraram associações entre rejeição, sofrimento relatado e alguns sistemas neurais também investigados em estudos de dor. Dor social e dor física não são a mesma coisa, e nenhuma imagem cerebral explica uma biografia. Ainda assim, essa literatura ajuda a compreender por que certos afastamentos podem ser vividos como tão consequentes (Eisenberger et al., 2003; Eisenberger & Lieberman, 2004).

A pessoa pode continuar admirada e, paradoxalmente, sentir-se cada vez menos conhecida.

II

A estampa e a trama

Pensa num tecido por um instante. O que aparece primeiro é a estampa: a cor, o desenho, a impressão que ele causa em quem olha. Só que um tecido não se sustenta pela estampa. É a trama — o encontro entre os fios — que lhe dá sustentação, flexibilidade e continuidade.

Na vida, a estampa pode ser a imagem que construímos socialmente: competente, prestativo, forte, tranquilo ou admirável. Nada disso precisa ser falso. Muitas dessas qualidades foram conquistadas e fazem parte de quem somos. A dificuldade aparece quando elas só parecem existir enquanto alguém as confirma — ou quando precisam ser mantidas a qualquer custo.

Chamo de trama aquilo que fica menos visível: valores, limites, preferências, vínculos confiáveis e a capacidade de rever o próprio rumo. Não estou falando de uma “essência pura” escondida em algum lugar, nem de um eu separado das relações. A trama também é construída no mundo, mas não precisa ser determinada inteiramente por ele.

Fortalecer uma referência interna, portanto, não significa rejeitar críticas, desprezar reconhecimento ou viver como se não precisássemos de ninguém. Significa escutar o outro sem lhe entregar, por inteiro, o direito de decidir quem somos. Uma desaprovação pode doer sem apagar tudo o que sabemos sobre nós mesmos.

Chamo de referência interna essa base que sustenta tanto escolhas quanto dúvidas. Ela permite dizer “não sei” sem concluir “não valho”. Daqui em diante, quando menciono a trama, uso a imagem para falar dessa referência — não de um conceito separado.

III

O cansaço de performar uma identidade

Quanto trabalho é necessário para manter uma imagem sem deixar nenhuma fresta? Às vezes, antes mesmo de uma conversa começar, a pessoa já calculou o que deve dizer, quanto pode ceder e o que seria mais seguro esconder. Essa leitura se torna tão rápida que parece natural. O custo aparece depois: vazio, irritação, dificuldade de escolher ou exaustão.

Agora, seria injusto tratar essa vigilância automaticamente como escolha consciente ou defeito de caráter. Corresponder pode ter aproximado de um grupo. Ser útil pode ter reduzido conflitos. Mostrar vulnerabilidade talvez tenha parecido perigoso. Uma estratégia pode ajudar durante algum tempo e, mais tarde, tornar-se estreita demais para a vida que a pessoa deseja construir.

Pesquisas sobre estresse e adaptação mostram que responder por longos períodos a exigências do ambiente pode produzir custos cumulativos, um fenômeno visível quando o corpo não acompanha a mente. Essa é uma lente ampla, não uma explicação fechada para uma história individual, mas ajuda a reconhecer que adaptação também consome energia (McEwen, 2007).

Importa ainda o modo como avaliamos, interpretamos e tentamos manejar o que sentimos — uma dimensão estudada pela literatura sobre ansiedade e regulação emocional (Gross, 2015). Afinal, entender a lógica da aprovação no plano racional não altera o automatismo afetivo imediatamente, como explorei no artigo sobre por que entendemos o problema no racional, mas não conseguimos mudar no emocional. Isso não significa que alguém possa simplesmente decidir deixar de se afetar pelo olhar alheio. Significa que essa relação pode ser observada, compreendida e, aos poucos, reorganizada.

Há uma diferença entre considerar o outro e cancelar a si mesmo. Considerar envolve escutar, negociar e cuidar do vínculo. O autocancelamento começa quando qualquer movimento próprio parece ameaçar esse vínculo. Quando quase toda a energia é consumida pela manutenção da estampa, sobra pouco espaço para escutar a trama.

IV

Vazio não é falta de caráter — e apatia não tem uma causa única

Quando a vitalidade diminui, o julgamento costuma chegar antes da curiosidade. “Estou com preguiça.” “Eu deveria reagir.” “Não tenho motivo para estar assim.” Mas repara no que acontece: uma experiência já difícil passa a carregar também o peso da acusação. Quanto mais a pessoa se condena, menos espaço encontra para observar o que realmente está acontecendo.

Então vale separar coisas que muitas vezes aparecem misturadas. Vazio existencial, apatia, embotamento e desânimo não são sinônimos perfeitos. Às vezes se sobrepõem; em outras, apontam para experiências distintas tratadas no escopo de depressão e resgate de vitalidade. Uma pessoa pode sentir falta de direção e ainda se interessar por encontros, arte ou pequenas escolhas. Outra pode perceber uma redução mais ampla de energia e interesse.

Também é preciso olhar para o corpo e para o contexto. Sono, alimentação, condições médicas, uso de substâncias, efeitos de medicamentos, luto, sobrecarga prolongada e sofrimento psíquico podem participar de maneira relevante. Nenhuma boa compreensão clínica começa descartando essas possibilidades.

Não transformo, portanto, toda apatia em recado inconsciente nem todo vazio em “crise de propósito”. Perguntar pela história é diferente de declarar uma causa. Se houve mudança importante no funcionamento, se a vida ficou muito limitada ou se o sofrimento é intenso ou persistente, procurar avaliação é uma forma de cuidado — não um fracasso de autonomia.

A teoria polivagal é uma das linguagens usadas em alguns contextos para pensar estados de segurança e defesa. Pode oferecer perguntas, mas não deve funcionar como diagnóstico nem como explicação causal suficiente para apatia ou vazio (Porges, 2011). Uma lente pode ajudar sem precisar explicar a vida inteira.

Ao mesmo tempo, aquilo que ainda não recebeu um nome diagnóstico não deve ser tratado como preguiça. Uma vida organizada apenas para responder a demandas externas pode deixar pouco contato com desejo, descanso, curiosidade e prazer. Depois de muito tempo, a pessoa talvez já não saiba distinguir o que quer daquilo que aprendeu a fazer para ser aceita.

Uma cena composta — construída a partir de padrões recorrentes, não de um caso individual — torna isso menos abstrato. Alguém atravessa a semana resolvendo problemas, antecipando necessidades e recebendo reconhecimento por ser confiável. No sábado, sem tarefa urgente e sem ninguém precisando de ajuda, não encontra descanso: encontra uma espécie de silêncio interno. Quando perguntam o que deseja fazer, não sabe responder. A pergunta clínica não seria “qual causa explica tudo?”, mas “o que muda quando não há um papel a desempenhar — e o que mais precisa ser avaliado nesse estado?”

Nessa situação, não precisamos romantizar o vazio como mensagem sábia nem combatê-lo como inimigo absoluto. Podemos investigá-lo. Em que momentos ele cresce? Depois de quais relações, tarefas ou exigências? Há partes da vida em que diminui, ainda que por pouco tempo? O que parece impossível pedir, recusar ou escolher? Essas perguntas não são um teste e não entregam uma verdade pronta. Elas apenas tornam possível uma conversa mais honesta com a própria experiência.

V

O que a aprovação não consegue fazer por nós

O elogio chegou. Foi sincero. Trouxe alívio. Por que, então, pouco tempo depois, parece que é preciso ouvir tudo outra vez? Talvez porque ele esteja tentando cumprir, sozinho, uma tarefa grande demais: oferecer uma sensação contínua de identidade. Isso não é necessariamente ingratidão. É um apoio externo sendo convocado para sustentar algo que também precisa encontrar apoio por dentro.

Também não somos bons em prever por quanto tempo um acontecimento — um elogio, uma crítica ou uma conquista — sustentará determinado estado emocional. A pesquisa chama essa dificuldade de previsão afetiva. Reconhecê-la não diminui a importância real do que acontece; apenas mostra que nenhum acontecimento isolado consegue garantir, para sempre, como vamos nos sentir (Gilbert et al., 1998).

É aqui que autonomia costuma ser confundida com independência. A teoria da autodeterminação descreve autonomia, competência e vínculo como necessidades psicológicas importantes para integração e bem-estar (Deci & Ryan, 2000; Ryan & Deci, 2017). Autonomia não significa não precisar de ninguém. Significa poder reconhecer a própria ação como minimamente escolhida, em vez de vivê-la apenas como resposta a pressão ou medo.

A pergunta, então, deixa de ser “como faço para não precisar de ninguém?” e passa a ser: “em quais relações consigo existir sem precisar me reduzir?”

VI

Reconstruir a trama é um trabalho gradual

E como é que uma trama ganha força? Não necessariamente por uma grande decisão. Muitas vezes o trabalho começa pequeno: perceber uma preferência antes de justificá-la, notar que uma conversa deixou o corpo tenso, negociar uma tarefa assumida automaticamente ou perguntar de onde vem a culpa pelo descanso. Para quem aprendeu que pertencimento depende de disponibilidade ilimitada, esses movimentos não são banais.

Também não se trata de trocar uma performance por outra. “Agora preciso ser autêntico o tempo todo” pode virar uma nova exigência. Adaptar-se faz parte da convivência. O que merece atenção é o momento em que essa adaptação exige perder, repetidamente, o acesso ao que se sente, pensa, precisa e escolhe.

O processo pode envolver limites mais claros, escolhas graduais, revisão de expectativas e relações menos punitivas. Pode começar, sobretudo, por uma mudança de tom: sair da acusação e entrar na curiosidade. A resposta não é uniforme porque a história também não é.

A trama não se fortalece quando a estampa é destruída. Ela se fortalece quando a pessoa deixa de depender apenas dela para se manter de pé.

VII

Psicoterapia: um espaço para escutar o que ficou em segundo plano

O que a psicoterapia faria com tudo isso? Certamente não ensinaria alguém a se tornar imune à opinião dos outros. Esse nem seria um bom objetivo. O trabalho pode criar condições para reconhecer padrões, ampliar escolhas e continuar valorizando vínculos sem precisar sacrificar a própria presença para merecê-los.

A Psicoterapia Breve orientada pela Hipnose Clínica Ericksoniana pode fazer parte desse percurso. A tradição ericksoniana valoriza a singularidade da pessoa, sua linguagem, seus recursos e o contexto em que suas dificuldades ganharam forma. Em vez de exigir uma resposta ideal antes de o processo começar, trabalha com aquilo que já está disponível: imagens, memórias, modos de narrar, pequenas exceções e experiências que apontam para alternativas (Erickson, 1959).

Isso não transforma a hipnose em solução automática nem substitui avaliação médica, psiquiátrica ou outros cuidados necessários. Transe não é perda de vontade, sono obrigatório ou acesso infalível a uma verdade escondida. É uma experiência de atenção e imaginação que, integrada a uma psicoterapia responsável, pode ajudar algumas pessoas a observar situações conhecidas por outros ângulos.

Estudos de neuroimagem investigam mudanças de atividade e conectividade associadas a estados hipnóticos (Jiang et al., 2017; Landry et al., 2017). Eles ampliam perguntas, mas não transformam uma experiência clínica complexa em um único “circuito” nem permitem prometer que determinada rede cerebral será desligada. Pesquisas sobre a rede de modo padrão também ajudam a estudar processos autorreferenciais, sem oferecer uma assinatura cerebral simples para “quem alguém é” ou para o seu sofrimento (Raichle, 2015).

Na clínica, uma explicação espetacular importa menos do que a qualidade da relação terapêutica, a formulação cuidadosa do caso e o ritmo possível para cada pessoa.

Às vezes, o primeiro movimento não é encontrar uma grande resposta para a vida. É recuperar uma pergunta simples: “o que aqui é meu?” O que faço porque escolhi? O que mantenho por medo? Que limite permitiria continuar em uma relação sem desaparecer dentro dela?

VIII

Quando o espaço vazio pode virar possibilidade

Agora imagina preencher depressa esse espaço com uma nova tarefa ou com outra identidade admirável. Talvez o vazio recue por algum tempo — e talvez o mesmo contrato continue funcionando por baixo. Às vezes esse espaço aparece justamente quando uma forma antiga de se sustentar deixou de funcionar, mas uma forma nova ainda não encontrou palavras.

Esse processo não costuma ser fácil, rápido ou linear. Uma escolha mais própria pode provocar culpa. Um limite pode desagradar. Isso não significa necessariamente voltar ao ponto de partida. Pode significar que a pessoa está aprendendo a permanecer consigo sem recorrer imediatamente à única estratégia que conhecia.

Antes de procurar uma resposta total, experimente transformar a leitura em três observações simples:

  1. Nomeie uma situação recente em que a aprovação pareceu decidir seu valor.
  2. Registre o que você sentiu, precisou ou deixou de dizer naquele momento.
  3. Escolha uma ação pequena que preserve o vínculo sem cancelar sua presença.

Não é um teste de autonomia nem uma prescrição de mudança. É apenas uma forma de levar uma pergunta concreta para uma conversa, para a escrita pessoal ou para a psicoterapia.

Se este texto nomeia algo que merece atenção, talvez o primeiro passo seja apenas reconhecer: viver para ser aprovado tem um custo, e esse custo não precisa continuar invisível. A psicoterapia pode ser um lugar para investigar, com tempo e contexto, a diferença entre precisar de vínculo e depender de aprovação para existir.

Notas e fontes

Referências

Crocker, J., & Wolfe, C. T. (2001). Contingencies of self-worth. Psychological Review, 108(3), 593–623. https://doi.org/10.1037/0033-295X.108.3.593

Deci, E. L., & Ryan, R. M. (2000). The “what” and “why” of goal pursuits: Human needs and the self-determination of behavior. Psychological Inquiry, 11(4), 227–268. https://doi.org/10.1207/S15327965PLI1104_01

Eisenberger, N. I., & Lieberman, M. D. (2004). Why rejection hurts: A common neural alarm system for physical and social pain. Trends in Cognitive Sciences, 8(7), 294–300. https://doi.org/10.1016/j.tics.2004.05.010

Eisenberger, N. I., Lieberman, M. D., & Williams, K. D. (2003). Does rejection hurt? An fMRI study of social exclusion. Science, 302(5643), 290–292. https://doi.org/10.1126/science.1089134

Erickson, M. H. (1959). Further clinical techniques of hypnosis: Utilization techniques. American Journal of Clinical Hypnosis, 2(1), 3–21. https://doi.org/10.1080/00029157.1959.10401792

Frankl, V. E. (1984). Man’s search for meaning. Washington Square Press.

Gilbert, D. T., Pinel, E. C., Wilson, T. D., Blumberg, S. J., & Wheatley, T. P. (1998). Immune neglect: A source of durability bias in affective forecasting. Journal of Personality and Social Psychology, 75(3), 617–638. https://doi.org/10.1037/0022-3514.75.3.617

Gross, J. J. (2015). Emotion regulation: Current status and future prospects. Psychological Inquiry, 26(1), 1–26. https://doi.org/10.1080/1047840X.2014.940781

Jiang, H., White, M. P., Greicius, M. D., Waelde, L. C., & Spiegel, D. (2017). Brain activity and functional connectivity associated with hypnosis. Cerebral Cortex, 27(8), 4083–4093. https://doi.org/10.1093/cercor/bhw220

Kernis, M. H. (2003). Toward a conceptualization of optimal self-esteem. Psychological Inquiry, 14(1), 1–26. https://doi.org/10.1207/S15327965PLI1401_01

Leary, M. R. (2005). Sociometer theory and the pursuit of relational value: Getting to the root of self-esteem. European Review of Social Psychology, 16(1), 75–111. https://doi.org/10.1080/10463280540000007

Landry, M., Lifshitz, M., & Raz, A. (2017). Brain correlates of hypnosis: A systematic review and meta-analytic exploration. Neuroscience & Biobehavioral Reviews, 81, 75–98. https://doi.org/10.1016/j.neubiorev.2017.02.020

McEwen, B. S. (2007). Physiology and neurobiology of stress and adaptation: Central role of the brain. Physiological Reviews, 87(3), 873–904. https://doi.org/10.1152/physrev.00041.2006

Porges, S. W. (2011). The polyvagal theory: Neurophysiological foundations of emotions, attachment, communication, and self-regulation. W. W. Norton & Company.

Raichle, M. E. (2015). The brain’s default mode network. Annual Review of Neuroscience, 38, 433–447. https://doi.org/10.1146/annurev-neuro-071013-014030

Ryan, R. M., & Deci, E. L. (2017). Self-determination theory: Basic psychological needs in motivation, development, and wellness. Guilford Publications.

Dúvidas para continuar pensando

Perguntas frequentes

O que é vazio existencial?

Uso a expressão “vazio existencial” para falar de experiências de desconexão, falta de direção ou dificuldade de reconhecer o que tem sentido pessoal. Ela não é um diagnóstico por si só e pode aparecer em contextos muito diferentes. Quando é intensa, persistente ou limita a vida, merece compreensão individual e avaliação adequada.

A apatia sempre tem uma causa psicológica?

Não. Quando alguém percebe apatia, perda de interesse ou cansaço, é importante manter abertas possibilidades físicas, emocionais, relacionais, sociais e medicamentosas, entre outras. Uma hipótese psicológica não substitui avaliação adequada, especialmente diante de uma mudança importante ou persistente no funcionamento.

Qual é a diferença entre autoestima e depender de aprovação?

Autoestima pode incluir o reconhecimento de qualidades, limites e dignidade pessoal. A dependência de aprovação começa a aparecer quando a sensação de valor fica excessivamente condicionada ao desempenho, ao elogio ou à aceitação dos outros. Não uso essa diferença como etiqueta fixa; prefiro investigá-la dentro da história e do contexto de cada pessoa.

Referência interna significa não precisar de ninguém?

Não. Referência interna não é isolamento nem autossuficiência. É conseguir manter alguma orientação sobre valores, limites e escolhas mesmo quando existe dúvida, crítica ou necessidade de apoio. Continuamos precisando de vínculo; o que muda é a possibilidade de não desaparecer para preservá-lo.

Como a Psicoterapia com Hipnose Clínica Ericksoniana pode ajudar?

Ela pode fazer parte de uma psicoterapia individualizada que utiliza atenção, linguagem, imaginação, metáforas e recursos da própria história da pessoa. O paciente participa ativamente do processo. Não há promessa de resultado automático, e a hipnose não substitui outros cuidados que se mostrem necessários.

Atendimento psicológico

Um espaço para reconstruir uma referência interna

Se este artigo ajudou você a reconhecer uma experiência que merece ser compreendida com mais cuidado, realizo psicoterapia orientada pela Hipnose Clínica Ericksoniana, online e presencialmente em Uberlândia.

Psicólogo Victor Lawrence Bernardes Santana
Sobre o autor

Psicólogo Victor Lawrence Bernardes Santana

CRP 09/012681 · Filiação acadêmica: UFU · Filiação profissional: Instituto Lawrence de Hipnose Clínica

Psicólogo clínico com atuação desde 2016, especializado em Hipnose Ericksoniana e Programação Neurolinguística (PNL). Formação avançada pela Milton H. Erickson Foundation (EUA) e pesquisador em Transtorno do Espectro Autista (TEA) em adultos, com publicações em periódicos nacionais e internacionais.

Leitura orientada

Conheça também as outras áreas de atendimento e os artigos clínicos do site.

Voltar para Página Inicial — hipnolawrence.com